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LimãoDoceLimão

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Desabafos de uma mãe preocupada...

10
Jan20

Ser mãe é muito mais difícil do que qualquer outra condição, e o mais interessante é que os filhos crescem e as preocupações crescem com eles. Ser mãe é muito mais que carregar durante nove meses o nosso mais que tudo, passar pelas náuseas, pelos picos de ansiedade, pela oscilação de humor! Ser mãe é vê-los dormir, é ficar acordada nas imensas horas das noites de febre, cujo tempo passa de forma tão lenta, mas tão lenta, que faz inveja a qualquer preguiça em modo mais devar, devagarinho!

Ser mãe é sofrer no primeiro dia de infantário, a angustia de deixar a nossa criança ao "abandono", sentirmos que estamos a fazer o que é possível, mas, ainda assim, sentimos-nos muito mal. É o acompanhar no primeiro dia de escola, na primeira apresentação no teatro de Natal, a primeira festa da dança, da ginástica. Ser mãe é dar o que se tem,  e o que não se tem, mas, que se arranja sempre, mesmo que não exista, e aí... a gente inventa! Inventa tempo, inventa sorrisos, inventa disposição, inventa histórias, umas para o fazer comer, outras para o fazer dormir.

Ser mãe é estar lá, para o que der e vier, é ajudar nos trabalhos de grupo, nos trabalhos de casa, é fazer companhia nas longas noitadas de estudo para os exames. É sofrer com a espera dos resultados dos exames, da candidatura à faculdade, para não falar da carta de condução, primeiro a ansiedade do passa não passa, depois a angustia das saídas noturnas, do medo que aquilo que acontece aos outros também nos possa acontecer a nós. Eles crescem e nós crescemos com eles, eles fazem amigos, conhecem outras pessoas, namoram, acabam, vivem dramas e nós, vivemos com eles os seus dramas. Vivem a felicidade, e nós vivemos com eles essa felicidade, vivemos a alegria, a emoção, a gargalhada simples e verdadeira. Com eles choramos e rimos, é um mistura de emoções que se vivem e partilham, que crescem e nos fazem crescer, que nos tornam pessoas melhores, ou não...  

Ser mãe é mais que um estado, mais que uma condição, ou bênção.

Ser mãe é isto tudo, e sempre mais qualquer coisa!

Eh!Pá...Estou aqui que nem me aguento....

13
Dez19

Por que razão, a razão nem sempre ajuda, por que será que quanto mais penso menos consigo ver, por que razão só me apetece sair a correr, sair daqui e desaparecer de uma vez por todas?

Por que razão estou tão cansada de pensar, de desculpar, de tentar perceber, de ver o que não consigo?

Por que razão ainda tenho esperança, ainda acredito que as coisas podem ser diferentes, que as pessoas mudam, que os hábitos se alteram, que as crianças crescem, e que os adultos envelhecem?

Por que razão eu estou a deixar de acreditar, por que estou eu tão cansada, por que têm os dias de ser a mil, ter tantos altos e baixos?

Por que razão tenho uma dor imensa no peito, e quero chorar... mas não posso, e quero gritar, mas não posso, quero sair daqui, mas não posso. 

Por que razão escrevo?

Porque quero e preciso respirar, mas só posso gritar neste silêncio!  

Natal, onde estás?

12
Dez19

 

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O Natal é daquelas épocas que adorava, porque adorava o espírito que se vivia, da união, da família, do dar, do receber e do partilhar. 

Mas, o Natal já não é o que era ... pelo menos o meu!!

Não há espírito, há montras!

Não há união, há separação!

Muitas vezes, não há família, ou porque alguém partiu, ou porque está longe, ou porque....a vida não o permite, ou porque há outras opções muito mais interessantes, ou apenas porque não se liga ao Natal.

No Natal há o dar e o receber,  mas já não há o partilhar.

Damos porque nos dão, porque faz parte, é tradição, pois pode parecer mal não dar e,  muitas vezes,  damos sem o querer dar! 

Coisas sem sentido. Fazemo-lo sem perceber, ou não!

O meu Natal, o de agora,  é muito mais pobre, e é muito mais triste!

Eu acho, voçes não? 

 

Educação, ou falta dela!

04
Dez19

 

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Infelizmente, não gosto do que vou dizer, mas atenção... que gosto muito do que faço.

A confusão de papeis que a própria sociedade gerou, o peso da responsabilidade que nos colocaram, a descartez a que se cingiram, a falta de cumprimento a que se propuseram, faz a escola que temos, que somos e que não queremos.

Que escola é esta que está mais preocupada em transitar meninos do que a resolver as falhas no ensino, que escola é esta com professores sem paciência, e cansados de serem mal tratados?

Que pais são estes que se desresponsabilizam da educação dos seus filhos?

São pais que desresponsabilizam os filhos, que desautorizam a figura do professor, porque o menino coitadinho até não fez nada de mal, só gritou e desrespeitou a professora, e a professora até tem práticas pedagógicas que afetam a autoestima da criança e lhe cria frustrações!!

Ah pois é!! É isto e muito mais, é um sem fim de incoerências, de falta de respeito pela profissão, pela educação, pela escola. 

Não conheço ninguém que queira seguir esta profissão, outrora tão respeitada! Hoje ser professor, é ser maltratado ou desrespeitado e esta não é de todo,  uma boa imagem perante a sociedade!

Triste, não é? 

Ser professora é uma paixão e o que faço faz-me feliz, às vezes!

Não vou desistir nunca!

Nem mesmo, com tanto bota para baixo, eu me vergo!

A minha missão vem sempre em primeiro! 

 

 

Dia 3/60

22
Out19

Pois, 79 é o peso da minha luta e o peso da minha vergonha! Pensar que já fui 20 quilos mais leve é algo que me assusta, quando me olho e vejo, de forma mais isenta, este meu desleixo contínuo neste último ano. Ficar dependente do que comemos, e comer o que nos apetece, não é solução, nem resposta para nada, é apenas o inicio de um grave problema de auto estima, de saúde, de mobilidade, de vontade, e de tudo o que possam imaginar. E, assim, andamos reféns da comida ... e porque é só mais isto, ou só mais aquele pedacinho e aquele pãozinho!

Eu sou gulosa... agora, admito !!! Porque não era...eu, que nem doces comia, quem diria! 

Não pretendo com isto chegar aos 59 dos meus saudosos vinte, mas tenho saudades dos meus 63, ou 65, e até dos meus 70.

Vergooonha! No que me tornei eu? Numa Bolinha 

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